Episódios

  • EP#136: Inclusão financeira e seguro-depósito: lições do Banco Master, com Rafael Schiozer e Lauro Gonzalez
    Mar 19 2026

    No episódio, Ana Frazão conversa com Rafael Schiozer, Professor da FGV EAESP e Pesquisador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira FGV, e Lauro Gonzalez, Professor da FGV EAESP e Coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira FGV, sobre inclusão financeira e seguro-depósito a luz do caso do Banco Master. Os entrevistados esclarecem a importância e as limitações da concorrência para a inclusão financeira não só no que diz respeito ao acesso ao crédito, mas também nos demais desdobramentos, dentre os quais poupança e investimento. Prosseguindo, discutem o papel do seguro-depósito e do Fundo Garantidor de Créditos nesse contexto, a importância do valor do seguro-depósito e a necessária calibragem deste valor para evitar excessivo risco moral. São também exploradas a mudança de regulação do Banco Central e novas propostas regulatórias - voltadas para os bancos, os intermediários (plataformas) e os usuários - que possam encontrar o equilíbrio entre os efeitos positivos pretendidos pelo seguro-depósito e a atenuação dos efeitos negativos.



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    55 minutos
  • EP#135: Capitalismo 4.0, com Paulo Ghiraldelli
    Mar 5 2026

    No episódio, Ana Frazão conversa com Paulo Ghiraldelli, Livre-Docente e Professor Titular Aposentado de Filosofia da UNESP. O fio condutor da conversa é o livro Capitalismo 4.0, escrito pelo entrevistado. O professor Paulo Ghiraldelli expõe o que entende por capitalismo 4.0 e vários dos fenômenos correlatos, tais como o neoliberalismo e a financeirização. Também são abordados temas como a semiotização do capitalismo, o papel da internet e das plataformas. Na segunda parte da conversa, o professor Paulo Ghiraldelli mostra os impactos do capitalismo 4.0 sobre a construção de subjetividades, explorando o que entende por subjetividade maquinica ou maquinizacao do ser humano. Na parte final, o professor aponta os riscos da ausência de diálogo entre direito, economia, ciências sociais e filosofia, bem como da utilização desmedida e crítica da inteligência artificial nos assuntos humanos.



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    1 hora e 5 minutos
  • EP#134: Estatísticas oficiais e capitalismo de plataforma, com Oscar Arruda d´Alva
    Feb 19 2026

    No episódio, Ana Frazão entrevista Oscar Arruda d’Alva, Sociólogo, Doutor em Sociologia (UFC) e Servidor do IBGE, Autor da tese “Estatísticas oficiais e capitalismo de plataforma: a transição para um regime de dataficação no Brasil”, que foi premiada como melhor tese do ano em português no campo de estudos da internet da Association of Internet Researchers (AoIR 2025), foi vencedora do Prêmio da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS 2025) e recebeu menção honrosa no Prêmio CAPES de teses de 2025. Na conversa, Oscar Arruda d’Alva explica a importância da estatística oficial e dos dados para o mercado e para os governos, as repercussões da multiplicação de agentes quantificadores fora do âmbito estatal, a crescente importância das big techs na produção de dados. O eixo da discussão é o fato de que a introdução de fontes e métodos estatísticos baseados em critérios mercadológicos está mudando o campo da estatística, com riscos de se criar uma governamentalidade algorítmica paralela e análoga aos Estados Nacionais, ameaçando a hegemonia informacional estatal e a própria soberania. Dentre os pontos importantes da conversa, estão o contraste entre o papel dos dados para o setor público e para as big techs, as limitações dos dados das big techs , a colidência de propósitos, métodos e incentivos entre os dados oficiais e os dados de mercado, bem como a posição do IBGE e da ONU na discussão.

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    1 hora e 8 minutos
  • EP#133: CAPITALISMO, PRECARIADO E RACISMO, com Ruy Braga
    Feb 4 2026

    No episódio, Ana Frazão entrevista Ruy Braga, Professor Titular do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo, Diretor do Centro de Estudos da Cidadania da USP (Cenedic), Autor de diversos livros, dentre os quais ˜Capitalismo Racial”. Na conversa, o Professor Ruy explora a postura crítica da sociologia em relação ao capitalismo e os resultados do neoliberalismo, abordando as transformações do trabalho desde o século XIX até a atualidade, a fim de que se possa entender o que é o precariado na atualidade. O Professor Ruy também demonstra as razões pelas quais não há capitalismo sem racismo, considerando que o primeiro envolve uma estrutura de dominação e exploração intrinsecamente racializada. A partir do contraste do caso brasileiro com os exemplos norte-americano e sul-africano, o Professor Ruy explica as peculiaridades do capitalismo racial no Brasil e as relações entre racismo e precariado.


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    50 minutos
  • EP#132: Impactos do bolsa-família sobre o mercado de trabalho, com Ricardo Campante
    Nov 27 2025

    No episódio, Ana Frazão conversa com Ricardo Campante, Economista, Técnico de Planejamento e Pesquisa no Ipea, Mestre em Economia pela USP e Doutorando em Economia no Insper. O entrevistado explica o atual estado da reflexão sobre economia, pobreza e desigualdade, procurando contextualizar a importância de políticas como o bolsa-família. Nesse sentido, destaca todos os benefícios do programa desde 2003, além de explorar os seus efeitos multiplicadores.

    Na segunda parte da conversa, o entrevistado mostra a pesquisa recente, que mostra que os impactos do bolsa-família sobre a saída do mercado de trabalho são menores do que o que comumente é divulgado pela grande mídia, atingindo sobretudo pessoas que já tinham uma inserção precária ou estavam desempregadas há muito tempo. Assim, não há propriamente competição com a carteira de trabalho, uma vez que os poucos efeitos identificados normalmente se concentram em pessoas que já estavam em situação de informalidade, sobretudo em mulheres com filhos pequenos no Nordeste.

    Ricardo Campante também procura contextualizar a pesquisa com a literatura acadêmica - inclusive estrangeira - que constata os benefícios de transferência de renda, assim como aborda pontos nos quais poderia haver ajustes e aprimoramentos na política.


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    51 minutos
  • EP#131: Efeitos multiplicadores do salário mínimo, com Clara Brenck.
    Nov 13 2025

    No episódio, Ana Frazão conversa com Clara Brenck, Professora Adjunta do Departamento de Economia da UFMG, Pesquisadora Associada do Made, Doutora em Economia pela New School of Social Research, Mestre em Economia pela FEA/USP e Graduada em Economia pela UFMG. A professora Clara explica as razões pelas quais a desigualdade se tornou hoje um assunto tão central para a discussão econômica, mostrando as suas principais consequências e os equívocos das ideias de trickle down economics, que pressupõe que que o crescimento favorece a todos, e também de que primeiro precisa haver crescimento para só então se pensar em redução de desigualdade. Nesse sentido, a entrevistada explora a importância do salário mínimo para a redução da desigualdade e os pontos fundamentais da sua pesquisa sobre os efeitos multiplicadores do salário mínimo, inclusive naquilo em que minimizam o custo fiscal da medida. Na parte final da conversa, a professora Clara trata de aspectos relacionados à economia e gênero, tratando inclusive da sua experiência como mulher em um mundo da economia que é predominantemente masculino.

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    45 minutos
  • EP#130: Loteria do Nascimento, com Fillipi Nascimento
    Oct 30 2025

    No episódio, Ana Frazão conversa com Fillipi Nascimento, Graduado e Mestre em Sociologia pela UFAL, Doutor em Sociologia pela UFPE, Pós-Doutor pela Escola Nacional de Ciências Estatísticas e Pesquisador do Nucleo de Estudos Raciais do Insper.

    O professor Filippi explica inicialmente por que a desigualdade se tornou hoje um assunto tão central para a discussão econômica e social. A partir daí aborda as razoes pelas quais ele e Michael França resolveram escrever o livro “Loteria do Nascimento” e o peso de suas próprias experiências pessoais. Dentre os tópicos abordados pelo entrevistado estão as discussões sobre meritocracia e seus problemas em um país tão desigual como o Brasil, as dificuldades pelas quais as pessoas com menor poder financeiro sofrem mesmo após terem concluído o curso superior e os fatores que continuam a pesar na vida das minorias e dos vulneráveis. Especial atenção é dada à discussão sobre os fatores culturais e sociais envolvidos na ascensão de um indivíduo.

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    55 minutos
  • EP#129: Por que não devemos esperar o bolo crescer para depois ser dividido? Com Guilherme Klein Martins
    Oct 16 2025

    No episódio, Ana Frazão conversa com Guilherme Klein Martins, Graduado e Mestre em Economia pela USP, Doutor em Economia pela University of Massachusetts, Professor de Economia da University of Leeds e Pesquisador Associado do MADE (Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da FEA/USP) a respeito da desigualdade e as suas repercussões sobre o crescimento e desenvolvimento econômicos. O professor Guilherme explica os equívocos da trickle down economics e da sua adaptação brasileira, traduzida na frase de Delfim Neto de que o bolo precisa crescer para depois ser dividido. Na sua avaliação, as evidências empíricas demonstram o contrário, no sentido de que nem a desoneração tributária leva ao aumento do investimento nem a economia pode crescer sem que haja demanda. Dentre os principais tópicos da conversa, estão os desdobramentos da trickle down economics sobre a contenção dos gastos do governo, traduzidos em soluções como arrochos nas áreas de saúde e educação, desvinculação de benefícios sociais do salário mínimo e redução do próprio salário mínimo. Para o professor Guilherme, tais medidas, que atingem os mais pobres, não resolvem o problema e podem agravá-lo, uma vez que o salário mínimo tem se mostrado uma eficiente solução de redução de desigualdade e impulsionamento da economia. O professor também mostra que adiar a redução da desigualdade tende a tornar a solução do problema ainda mais difícil no futuro, diante da cristalização da renda. Na parte final da conversa, o professor Guilherme mostra como a redução da desigualdade no Brasil exige necessariamente políticas de justiça tributária e comenta as recentes iniciativas legislativas que tramitam no Congresso.


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    50 minutos