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Observatório Feminino

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Mesa de jornalistas e convidadas dá voz às discussões sobre igualdade de direitos entre homens e mulheresRádio Itatiaia Ciências Sociais
Episódios
  • Observatório Feminino debate absolvição de mulher em BH e criminalização da misoginia
    Mar 29 2026

    O Observatório Feminino deste domingo (29) aborda temas que mobilizam o debate sobre violência de gênero e direitos das mulheres. Entre os destaques está a absolvição de Érica Pereira da Silveira Vicente, de 42 anos, que confessou ter matado o namorado após flagrá-lo abusando sexualmente da filha dela, de 11 anos.

    O julgamento ocorreu nesta semana, no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, e terminou com a inocência da ré em júri popular. O crime aconteceu em abril de 2025. Durante interrogatório, Érica relatou que acordou com os gritos da filha durante a madrugada e encontrou o homem sobre a criança. Ela afirmou que reagiu com golpes de faca.

    Segundo o depoimento, após o crime, um jovem que ouviu a movimentação entrou na residência e ajudou a retirar o corpo, que foi levado até uma área de mata no bairro Taquaril, na Região Leste da capital, onde foi incendiado. O corpo foi encontrado carbonizado.

    Outro tema em pauta é a aprovação, pelo Senado Federal, de um projeto que criminaliza a misoginia e a equipara ao crime de racismo. A proposta define misoginia como aversão, ódio ou repulsa contra mulheres e prevê pena de um a três anos de reclusão, além de multa. Por ser equiparado ao racismo, o crime passa a ser imprescritível e inafiançável.

    O texto também determina que o Judiciário considere como discriminatórias atitudes que causem constrangimento, humilhação ou exposição indevida às mulheres. O Ministério das Mulheres lista exemplos comuns, como culpabilização da vítima em casos de violência, deslegitimação de ideias e comentários de cunho sexista.

    Para discutir os temas, o episódio recebe a defensora pública Silvana Lobo, especialista em Direito Penal e atuante na defesa dos direitos das mulheres, e a economista Ana Paula Bastos.

    🎧 Ouça o podcast e acompanhe a análise completa!

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    17 minutos
  • Erika Hilton na Comissão da Mulher: avanço na representatividade ou polêmica política?
    Mar 22 2026

    A deputada federal Erika Hilton (PSOL) assumiu a presidência da Comissão dos Direitos da Mulher na Câmara em meio a comentários potencialmente transfóbicos, como do apresentador de televisão Ratinho.

    Apoiadores defendem que a sua eleição representa inclusão, diversidade e maior representatividade, argumentando que mulheres trans também fazem parte das pautas femininas e devem ter voz nesses espaços, além de destacarem a sua atuação em temas como combate à violência e igualdade de gênero.

    Por outro lado, críticos afirmam que a comissão deveria ser liderada por uma mulher cisgênero, sustentando que há diferenças entre identidade de género e sexo biológico, e que a escolha reflete uma politização ideológica do órgão.

    No geral, o debate evidencia divisões mais amplas na sociedade sobre gênero, identidade e representatividade política e se torna tópico no podcast “Observatório Feminino”, deste domingo (22) nas plataformas digitais da Itatiaia.

    Outro ponto de discussão é o chamado ECA Digital, sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estabelece novas regras para proteger crianças e adolescentes na internet, proibindo que menores mintam a idade apenas por autodeclaração e exigindo mecanismos mais seguros de verificação pelas plataformas.

    A lei obriga redes sociais e serviços digitais a adotarem medidas para impedir o acesso a conteúdos impróprios, como pornografia, violência e jogos de azar, além de exigir maior controlo parental e vinculação de contas de menores aos responsáveis

    É limitada também a publicidade direcionada e o uso de dados de crianças, responsabilizando as empresas pela segurança digital.

    A proposta surge em resposta ao aumento de casos de exploração e exposição indevida de menores online. Especialistas consideram a lei um avanço na proteção infantil, mas apontam desafios na aplicação prática, especialmente na verificação de idade. No geral, a medida muda a lógica atual ao exigir mais responsabilidade das plataformas e reforçar a segurança no ambiente digital.

    Por fim, o programa trata da morte da soldado Gisele Alves Santana, tratada como caso de feminicídio. O suspeito é o ex-companheiro dela e também policial militar, o tenente-coronel Geraldo Leite.

    O crime aconteceu em São José dos Campos, no interior paulista. Segundo as investigações, o crime ocorreu em contexto de violência doméstica, com indícios de comportamento possessivo e histórico de conflitos. O caso que no início era tido como suicídio, reforçou o debate sobre violência contra a mulher e reacendeu discussões sobre a importância de identificar sinais prévios de abuso para evitar desfechos trágicos.

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    32 minutos
  • Observatório Feminino debate exposição de mulheres no caso Daniel Vorcaro e trend que incentiva violência nas redes
    Mar 15 2026

    O podcast Observatório Feminino deste domingo (15) discute temas que têm mobilizado o debate público nas redes sociais e no meio jurídico: o vazamento de conteúdos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro e a investigação sobre a trend “Caso ela diga não”, que viralizou nas plataformas digitais e incentiva a violência contra mulheres.

    O episódio recebe a fundadora do Centro de Prevenção e Proteção à Vida – Instituto Patrícia Magalhães, Patrícia Magalhães, pedagoga e psicanalista, especialista em dependências, compulsões e violência contra a mulher, além da advogada e doutora em Direito Penal Carla Silene, professora do IBMEC/BH e diretora de Prerrogativas e conselheira estadual da OAB/MG.

    Durante o programa, as convidadas analisam as repercussões do vazamento de conversas atribuídas a Vorcaro, que expuseram autoridades em Brasília e também detalhes da vida pessoal do banqueiro. O material rapidamente gerou memes e piadas nas redes sociais, ampliando a exposição pública do empresário, investigado por supostas fraudes bilionárias no banco Master.

    A divulgação, no entanto, também acabou atingindo mulheres que se relacionavam com o banqueiro e que não são alvos das investigações. Parte da repercussão foi impulsionada por conversas atribuídas a Vorcaro e à influenciadora Martha Graeff, que incluem apelidos carinhosos e expressões infantilizadas — linguagem considerada comum em relações íntimas.

    Outro tema debatido no episódio foi a investigação aberta pela Polícia Federal sobre a trend “Caso ela diga não”, que viralizou principalmente no TikTok. Nos vídeos, homens simulam reações violentas após receberem uma negativa em situações românticas, com encenações que incluem socos, facadas ou tiros.

    A apuração foi aberta após denúncias de que o conteúdo incentiva práticas de violência contra a mulher e reforça comportamentos agressivos nas redes sociais.

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    26 minutos
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